::::FIAT CLUBE 147::::
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Veja aqui algumas reportagens da época sobre o nosso "pequeno notável" Fiat 147!!!
Fiat 147 o carro que que revolucionou a industria automobilística no Brasil!!!

Reportagens
Se meu Fiat falasse...sério. Texto de Getúlio Alho Se meu Fiat falasse...sério
- Antes de culpar a globalização por nos ter jogado numa desenfreada corrida automobilística e, ao mesmo tempo, impedido que nossos parcos recursos de assalariados possam ter acesso aos modelos de carros de alta tecnologia produzidos pela indústria internacional, informo ao meu eventual leitor, que sou a 25 anos, proprietário de um Fiat 147.
- Não pense que é um daqueles 147 fuleiros, frente Europa, caindo aos pedaços, com retrovisores de plástico preto, com as portas e pára-lamas comidos pela ferrugem que se vê nas proximidades de obras, carregados de baldes, enxadões, carriolas, sacos de cimento, e um porta-escada sobre o teto. Não. O meu fietinho é um 147-L, ano 77, segunda série, com retrovisor redondo e cromado, pára-choques também cromados, rádio produzido exclusivamente para caber painel. Tudo original. Com exceção dos bancos, já refeitos e o retrovisor direito que nos obrigaram a colocar.
- E, surpresa! ainda tenho o manual. Aonde vou com ele sempre encontro alguém disposto a me desafiar perguntando se o quero vender. O carrinho está jóia, inteirão, com tudo em cima, como dizem os vendedores de carro. Um brinco!
- Comprei-o, quase zero, para substituir um fuscão azul. Com ele viajei meio Brasil com a mulher e dois filhos pequenos. Fiz um prolongamento escamoteável do banco traseiro, unindo-o às costas dos bancos dianteiros e, com uma espuma, fazia uma excelente cama para as crianças.
- Um toldo de pano, preso no friso das janelas e no encosto do banco traseiro, dava-lhes conforto e... privacidade. Rodamos, eu ele, mais de 100 mil quilômetros. Hoje, deixo-o quieto, passeando pelos arredores da cidade, mas sem receio de enfrentar uma ladeira ou os incontáveis buracos que a prefeitura não consegue tapar.
- Sempre foi como um bom e atual jogador de futebol brasileiro: não bebe, não fuma, nem joga. De agosto a novembro de 79 rodou cerca de 3.304 km fazendo uma média de 10,54 km/litro.Tenho tudo anotado. Nunca me deixou na mão. Pensando bem, só uma vez. Ao atravessar um cruzamento resolveu não engatar a primeira.
- Foi aí que descobri que ele podia sair tão bem em segunda e mesmo em terceira... Tem lá suas manias; de uma hora para outra resolve que a lanterna traseira direita não deve acender. Aí, para que nenhum guarda nos venha atormentar e querer vasculhar suas entranhas, tenho que descer e dar uma leve palmada na bunda, digo, na lente. Uma palmada carinhosa, sem violência.
- Sei que algumas dessas ditas coisas vão contrariar alguns e fazer rir outros, mas a verdade que meu fietinho passa batido ante o amplo repertório de piadas sobre o 147. Aqui mesmo na Internet pode-se acessar a centenas de páginas e sites sobre elas.
- Mas por outro lado, há os aficionados que se dedicam de corpo e alma, como o Clube 147 de Caxias do Sul, e muitos outros que não têm pejo de externar sua paixão pelo carrinho.
- Há aqueles que debocham, repetindo infinitamente velhas anedotas, perguntando o que é um 147 no alto de um morro? Respondem: um milagre; e dois 147 no alto de um morro? Ficção científica; e para finalizar dizendo que vários 147 no alto de um morro só pode ser um ferro velho.
- Além desta, há outras centenas como aquela infame do Porche rebocando um 147... Mais bem humorado que essas piadas foi adesivo que um proprietário colou no vidro traseiro: É velho, feio, quadrado, lento, bebe, saiu de linha, mas está pago!
- Precursor dos carros 1000, seu lançamento inovou muita coisa. Foi o primeiro carro a álcool, produzido em 1979; o primeiro com motor transversal dianteiro e com coluna articulada; o primeiro com desembaçador traseiro (o meu não tem); o primeiro que livrou o bagageiro do estepe, colocando-o junto ao motor. E por aí vai...
- Agora que começamos a entrar em campanha política, só nos falta aparecer um aficionado como candidato à presidência da república que prometa seu relançamento. Eh! 'Tamar... O mundo explodindo em violência, as chuvas destruindo cidades e eu aqui falando de carros antigos como se fosse colecionador... A culpa é desse tal individualismo neoliberal. Com certeza!...
Texto de: Getúlio AlhoPara saber mais acesse:
http://www.terra.com.br/cidades/scl/colunas/amolandoboi/artigos/
O fietinho O manual O painel

Para saber mais leia Revista Hot Um discreto Fiat 147, feito em 1984 e com aparência original, esconde debaixo do capô um motor 1.3 turbo de 250 cv. Os 100 km/h chegam em 5 segundos. Fiat 147 Arrancada
- Um discreto Fiat 147, feito em 1984 e com aparência original, esconde debaixo do capo um motor 1.3 turbo de 250 cv. Os 100 km/h chegam em 5 segundos.
- Parece coisa de maluco. Até o dono concorda. Mas um gosto não tem preço e por isso o mecânico Wilnorman Félix não se arrepende de Ter gasto mais de R$ 15 mil para deixar um Fiat 147C, de 1984, com mais de 250 cv de potência. Um carro que valeria pouco mais de R$ 1 mil no mercado, sem vocação para a velocidade, agora anda rápido, até demais.
- A construção do carro começou quase por brincadeira numa turma da vila Carrão, em São Paulo. A intenção era participar de competições de arrancada. Queríamos algo diferente e que um dia pudesse satirizar a galera dos Gol, a maioria nas arrancadas. É o maior barato porque com motor 1.3 já está dando canseira em muito 2.0 e 2.2 nas pistas. Ninguém acredita, afirma Wilnorman, com um sorriso.
- Externamente, o Fiat 147 preto mantém a originalidade, a não ser por uma salada de adesivos na carroceria, além do filme nos vidros e das rodas de liga leve. Quem vê, não imagina que dentro daquele Fiat se esconde um monstro com mais de 250 cv de potência, capaz de acelerar aos 100 km/h em cerca de cinco segundos, de acordo com o proprietário. A velocidade máxima fica nos 200 km/h. na reta de interlagos, os 330 metros são percorridos em menos de 13 segundos, quando o 147 atinge 190 km/h, medidos na foto-célula eletrônica.
- Mas, basta olhar para o interior do carro para perceber que nada é normal. Os bancos, com exceção do motorista foram retirados. Há pouco tempo, Wilnorman usava seu bólido diariamente e ele estava completo, com todos os assentos. Atualmente, no lugar do banco traseiro foi instalado um tanque de combustível de competição, três bombas elétricas e um cilindro de oxido nitroso (o Nitro, um comburente). Das bombas, duas alimentam o motor apenas com o álcool do reservatório e a outra injeta álcool com Nitro.
- Outra modificação aconteceu no painel: no lugar do original foi colocado outro com diversos instrumentos. São medidores de pressão do óleo e do turbo, temperatura do motor, nível de combustível e conta giros central. O velocímetro foi esquecido. Não iria adiantar mesmo, brinca o proprietário. Outros dois equipamentos aparecem na cabine do lado direito do painel, um Shift-light alerta quando a rotação do motor passa das 7.000 rpm, mas o limite de giro fica mais acima, depois das 8.000 rpm. No assoalho, ao lado do motorista, foi instalada uma linha de extintor de incêndio, uma norma da Federação Paulista de Automobilismo. Com um toque num botão, um eventual fogo fica sob controle. O acionamento do Nitro fica na alavanca do câmbio.
- Mas na hora que se abre o capo do 147 que aparece o maior trabalho de Wilnorman. Para começar, foi instalado um turbo KKK com parte quente da turbina (do lado do coletor de escape) redimensionada, emprestada do Uno Turbo. O cabeçote ganhou dutos trabalhados e válvulas de admissão de 40 mm, além de bielas e pistões forjados. O comando de válvulas, importado é de 276º. A parte de baixo do motor é praticamente original, apenas rebalanceada.
- O câmbio também foi mantido original, com quatro marchas, porém a embreagem agora é especial, de cerâmica, e o platô veio do motor 1.6, também Fiat. As trocas são rápidas e o pedal da embreagem, muito macio, tem curso bem curto.
- A alimentação usa um carburador solex 3E, muito utilizado nos Volkswagem carburados, redimensionado para o Fiat. Na parte elétrica, velas bem frias, B10EGV, cabos MSD de competição e bobina Magnetti/Marelli de alta potência. Para controle total da chegada tanto de álcool quanto de Nitro, foram instalados sob o capo, dois dosadores de combustível de competição. O da direita, menor administra a pressão na linha do combustível que chega com o Nitro.
- A otimização da performance não foi acompanhada pela da segurança, já que apenas rodas e pneus foram trocados. Os aros 13 originais deram lugar a aros 14, além da suspensão receber leves modificações.
- Depois de cortar dois elos da molas, as hastes dos amortecedores pressurizados (a gás) foram encurtadas. Tudo isso para que a frente levante pouco nas arrancadas mais fortes.
- Félix reconhece que se fez de tudo para o Fiat andar, e muito, mas para frear, não se pode dizer o mesmo. Os freios são originais, com discos na frente e a tambor atrás. Um problema pois o carro, apesar de leve, está com potência de sobra.
- A idéia não é parar por aí, Wilnorman já comprou algumas peças e deve instalar um carburador Weber 40 com coletor especial, além de pneus de competição americanos Drag, da Mickey/Thompson.
- Por tudo isso, se por um acaso um Fiat 147C preto, cheio de adesivos emparelhar ao seu lado em São Paulo, pense bem; primeiro é proibido e politicamente incorreto tirar rachas nas ruas, segundo o Fiat vai sumir...
Um discreto Fiat 147, feito em 1984 e com aparência original, esconde debaixo do capô um motor 1.3 turbo de 250 cv. Os 100 km/h chegam em 5 segundos.Todo douradão, dosador de combustível especial.Só a parte de cima do motor foi mexida com cabeçote e dutos retrabalhados.No painel instrumentos com fundo branco e Shift-LightBancos retirados para dar lugar ao cilindro de Nitro (abaixo) e tanque de combustível (dir.). Acima, botão de acionamento do Nitro.Fonte: Reportagem revista Hot - edição 5
Para saber mais leia Revista Hot



Fiat Fittipaldi para quer um Fiat diferente Fiat Fittipaldi
- O Fittipaldi, um Fiat Rallye com motor e carroceria modificados, é um carro mais veloz, mais estável e confortável do que o Fiat comum.
- Um carro modificado em relação ao modelo de série que se baseia, oferecendo, com o mesmo nível de conforto, melhor desempenho e acabamento personalizado. Essa foi a receita que orientou os irmãos Fittipaldi na criação de seu carro, derivado do Fiat 147 Rallye, e que Quatro Rodas Testou observando, entre outras coisas, aumento de potência sem perda de elasticidade do motor, ótima estabilidade e acabamento à altura do público a que se destina.
- TRABALHO MANUAL - Com relação ao Fiat 147 Rallye, de que deriva, o Fittipaldi apresenta modificações no motor. A taxa de compressão foi aumentada de 7,5:1 para 8,0:1 e houve um trabalho manual, deacerto e polimento de canais dos cabeçotes e dos coletores de admissão e de escapamento. A melhoria do sistema de alimentação e exaustão foi completada por um sistema de escapamento redesenhado com sída central.
- Outro ponto modificado foi a suspensão, rebaixada em 20mm. Para isso as molas anteriores foram substituídas por outras mais curtas, recalibraram-se os amortecedores dianteiros e traseiros, mudou-se a barra estabilizadora dianteira e reduziu-se a duas lâminas o feixe de molas trnasversal traseiro. Em conseqüência foram também alterados as várias regulagens (câmber, cáster e alinhamento).
- As modificações mecânicas incluíram ainda servofreio, e o câmbio original foi trocado por outro de cinco marchas, com primeira mais longa, quarta mais curta e quinta longa. Do câmbio original foram conservadas apenas as relações da segunda e terceira marchas. Além disso, as rodas passariam a ser de liga leve, com tala de 6" e pneus radiais 175/70, cinta de aço.
- CARROCERIA - Na carroceria foi modificada a frente, com para-choque integrado por um spoiler. E o capô recebeu uma saliência na parte central, sendo alterada a entrada de ar. No teto foi colocado um solar rígido, transparente, e na traseira, fom fim do teto, existe um pequeno spoiler (semelhante ao do Fiat 127 Sport). Completando o trabalho, modificau-se o para-choque traseiro, integrando-o com um spoiler; as caixas das rodas receberam abas para alojar, sem problemas, as novas rodas e completatar o aspecto esportivo do conjunto.
- Internamente, há novos bancos de formato anatômicos, com regulangem contínua do encosto e equipados com cinco de segurança de três pontos, auto-retráteis. Nas portas foram instaladas bolsas rígidas, o assoalho foi recoberto de veludo que combina em cor com as disponíveis para o exterior do carro: azul, verde e prata todas metálicas.
- O volante de novo desenho e rebaixado em relação à posição original, tem à frente o novo painel, com destaue para o conta-giros, ladeado à direita pelos marcadores de temperatura da água e pressão do óle, e a esquerda pelo velocímetro, o indicador de nível de combustível e o vacuômetro.
- COMO ANDA - O Fittipaldi, graças ao trabalho feito na suspensão, tem excelente estabilidade e conduta neutra. A recalibragem do conjunto dianteiro, a redução a apenas duas lâminas do feixe de molas transversal traseiro, as rodas tala 6", os pneus radiais série 70, tudo, enfim, se soma para dar ao motorista a impressão de estar dirigindo um veículo preso a trilhos, tal a colocação e manutenção da trajetória escolhida. Esse trabalho que resultou no rebaixamento do carro em 20mm, mas sem torná-lo tão rígido que o tornasse capaz de afetar o conforto, constitui um dos pontos altos das modificações e do resultado. .
- Outro ponto de realce foi o motor que ganhou, em relação ao Rallye (praticamente "vazio" abaixo de 2 500 rpm), uma excepcional elasticidade, dando inclusive a impressão ao motorista de estar dirigindo um carro de maior cilindrada. O motor gira sempre "redondo", consegue retomar velocidade, com o câmbio em quinta marcha, até mesmo a 20 km/h. O contrário, portanto, de todos os carros esportivos. Por isso ele pode ser dirigido sem dificuldades mesmo por motoristas pouco experientes. Quando usado racionalmente com o câmbio, cujas relações de marchas são bem adequadas, o motor confere ao Fittipaldi agilidade muito agradável. Basta dizer que o carro vai de 0 à 100 km/h em 16,59 segundos e alcança os 120 km/h em 26,44 segundos, e chega a uma levocidade final de 144 km/h.
- Quanto ao consumo, ele é bem econômico a ponto de em estrada, sem passar dos 80 km/h, ter alcançado a excelente marca de 16 km/litro e, em velocidade constante, andar a 120 km/h, fazendo ainda 11 km/litro.
- Essas marcas são conseqüência da quinta marcha e da elasticidade do motor, que permite manter velocidades médias com um leve toque no acelerador.
- Mas nem tudo é tão bom no Fittipaldi. o pior é a posição de dirigir, porque os excelentes bancos anatômicos não podem ser suficientemente recuados por pessoas que gostam de dirigir longe da direção. E a direção, apesar de rebaixada, continua alta e em posição muito horizontal, de forma que a posição de dirigir não é das melhores. Esse problema, contudo, poderá ser resolvido tão logo esteja pronto o sistema de regulagem em altura do volante.
- CONCLUSÃO - Os irmãos Fittipaldi, ao lançarem seu carro, atingiram quase que integralmente o objetivo: o veículo é econômico, tem bom desempenho e o conforto limitado pela linha Fiat 147. Resta solucionar alguns detalhes, como o da posição do motorista, e o trabalho estará completado com êxito. E esse carro ninguém confundirá com outro, pois o logotipo Fittipaldi aparece em nada menos que quatorze lugares diferentes.
Interior do Fiat Fittipaldi Vista lateral do Fiat Fittipaldi Fonte: Reportagem revista Quatro Rodas - Junho de 1980



Fiat GLS: Melhor desempenho Gol L: Mais conforto Fiat GLS x Gol L
- O Fiat GLS é mais veloz e gasta um pouco menos de gasolina. E o Gol L, de linhas mais modernas, dá mais conforto ao motorista e ao passageiro da frente.
- CONSUMO E AUTOMONIA - Na média geral; 12,35 km/litro para o Fiat GLS e 12,33 km/litro para o Gol L, ao passo que, andando em estrada, a 80 km/h reais, o Fiat fez 14,33 km/litro e o Gol 14,02 km/litro. Isso significa que num percurso de 330 km, o Gol gastou meio litro de gasolina mais do que o Fiat. E no uso em cidade também tivemos uma equivalência, ambos ficando entre 9 e 10 km/litro, dependendo das condições de trânsito.
- COMO ANDAM - Ambos os carros são equipados com motor colocado na frente, cilindrada equivalente (cerca de 1 300 cc) e tração também dianteira. O Fiat GLS obteve velocidade de 139,942 km/h contra 128,457 km/h do Gol L e que o Fiat acelera de 0 à 100 km/h em 16,97 segundos enquanto, para fazer o mesmo, o Gol gasta 24,18 segundos.
- O CONFORTO - O carro da VW entendendo-o como um cupê do tipo 2+2, sua superioridade sobre o Fiat é incontestável, porque tanto motorista como passageiro da frente são beneficiados por ótimos bancos, de encosto reclinável por processo contínuo, cinto de três pontos auto-enroláveis, excelente ventilação interna, visibilidade adequada e um nível de ruído perfeitamente aceitável. Enquanto no Fiat os bancos são menores, menos confortáveis, com encosto reclinável apenas em posições prefixadas (nenhuma ideal), volante mal inclinado e suspensão mais dura.
- Caso, porém se considere o Gol L como carro para cinco pessoas, então os resultados mudam, mostrando a superioridade do Fiat GLS, pois no banco traseiro do Gol L não cabem três adultos de estatura comum, se motorista e passageiro quiserem continuar com sua cômoda posição nos bancos anteriores. Esses adultos encostarão a cabeça no teto e os joelhos nos bancos dianteiros.
Fonte: Reportagem revista Quatro Rodas - Junho de 1980



Nosso último Fiat 147 O último a sair de cena
- Lá se foi o Fiat 147, aos dez anos de vida no Brasil, Com ele se vão dois de seus derivados, a perua Panorama e a Furgoneta. Mas ficam outros dois, o furgão Fiorino e picape City, que nos próximos meses deverão receber a frente do Uno. E assim de modo geral, não deverá haver problema de fornecimento de peças para a frota remanescente.
- Recebido com simpatia devido ao avanço tecnológico que trazia em termos de aproveitamento de espaço, agilidade no trânsito e surpreendente estabilidade, o 147 vinha também para competir com o Fusca em economia, mas apesar de seu baixo índice de consumo, no geral ele não foi tão economico quanto de esperava.
- Contudo, não é certamente por isso que ele saiu de linha, na verdade estava sendo atropelado por um concorrente interno, o Uno - igualmente economico, estável, agil e espaçoso, mas de um projeto bem mais avançado e desempenho muito superior.
- Enquanto as vendas do Uno subiam velozmente, a participação do 147 no mercado brasileiro foi baixando ate atingir apenas 1,7% no último ano. A queda de vendas mais o congelamento dos preços puxaram para baixo a rentabilidade . É uma política comum hoje às montadoras para enfrentar o controle oficial de preços é justamente a de se concentrarem em produtos mais rentáveis, como admitiu o superintendente da Fiat, O 147 não estava entre eles, assim como o Alfa.
- Mas o Fiat 147 saiu com marcas expressivas: mais de 600 000 vendidos no Brasil até dezembro passado, além de 60 000 peruas Panorama, seu irmão italiano, o 127 - do qual é apenas uma versão mais robusta para as condições brasileiras - é o maior sucesso da história da Fiat: 5 820 000 carros vendidos em todo o mundo. O 147 também foi exportado para a europa, com o nome Rustica, e saiu do mercado com honra de ter sido o primeiro carro a álcool de produção em série no mundo.
Fonte: Reportagem revista Quatro Rodas Ano XXXVI nº. 318 de Janeiro de 1986



1979: um dos primeiros Fiat 147 a álcool, em testes de desempenho e durabilidade Carro a álcool completa 20 anos
- Primeira unidade de série com este combustível saiu da fabrica em 2 de julho de 1979. O primeiro carro a álcool de série produzido no País está completando esta semana, justamente quando volta-se a falar na retomada desse combustível, por causa de altos estoques nas usinas e do conseqüente preço baixo nas bombas.
- Um Fiat 147 foi o primeiro carro a álcool brasileiro, produzido na fábrica de Betim em 2 de julho de 1979. A produção inicial de dez carros a álcool por dia era destinada apenas à frota do governo e de empresas de economia mista; para o público, essa versão só estaria disponível no ano seguinte, até mesmo porque os postos comuns ainda não tinham bombas com o novo combustível.
- O Fiat 147 a álcool tinha motor 1.3 que rendia em média 8,8 quilômetros por litro, uma média que até hoje não se modificou muito. O custo por quilômetro rodado, no entanto, era bem menor, porque o álcool custava menos que 50% do preço da gasolina - mais tarde, com o sucesso do carro a álcool, o preço desse combustível subiu a ponto de custar 80% do preço da gasolina. Por muitos anos, entretanto, a relação custo/benefício do novo combustível continuou favorável graças a estímulos como redução da Taxa Rodoviária Única (depois substituída pelo IPVA, que também é reduzido para o álcool).
- Os primeiros problemas técnicos do carro a álcool - dificuldade de partida em dias frios e corrosão de mangueiras e carburador - foram superados a ponto de, no final da decáda de 80, esses modelos representarem quase 90% da produção das montadoras nacionais. Uma grave crise no fornecimento de álcool para os postos, porém, deixou milhares de carros na garagens em 1989 e mandou o Proálcool para o ostracismo.
- Outras vantagens do álcool - maior potência do motor e menor emissão de poluentes - perderam-se com o desenvolvimento do motor a gasolina nos últimos 20 anos, segundo a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva.